pé de ladeira
A Graciosa e o Mundo.
Quarta-feira, 1 de Fevereiro de 2012
A luz ao fundo do túnel...
"Financial Times escreveu recentemente que é inconcebível Portugal voltar aos mercados em 2013"
Terça-feira, 31 de Janeiro de 2012
Quinta-feira, 26 de Janeiro de 2012
Se isto é ajuda....
Portugal terá de pagar
juros de 34,4 mil milhões de euros
pelo "salvamento" de 78 mil milhões acordado este ano com o FMI, BCE & UE
– ou seja, o total a ser devolvido aos ditos "salvadores" será de 112,4
mil milhões de euros (juros+principal)
Nós nunca vamos conseguir pagar estes valores brutais. Já era altura de se deixar de fingir, e começar imediatamente a negociar uma forma de aliviar esta carga. A continuar assim, só nos vamos afundar.
Domingo, 22 de Janeiro de 2012
Penúria
Sejam generosos....
...havemos de fazer chegar os donativos a Cavaco Silva, que neste momento passa por necessidades.
...havemos de fazer chegar os donativos a Cavaco Silva, que neste momento passa por necessidades.
Sábado, 21 de Janeiro de 2012
Onde pára a Social Democracia?
Quarta-feira, 18 de Janeiro de 2012
E eu que pensava que o carnaval era em Fevereiro
Preparam-se obras no Porto de Pescas da Praia, no valor de 750mil euros. Depois do erro que foi a construção da dita estrutura naquele local, a asneira continua.
O cais acostável aumenta 15 metros. Isso dá para quê? Para mais um barco?
O canal de acesso ao Porto de Pescas diminui de 26 para apenas 19 metros.
Os pescadores ficam bem servidos com estas mudanças? Duvido!
Terça-feira, 17 de Janeiro de 2012
Cenas degradantes no parlamento da Madeira
É sabido que a democracia madeirense é um desastre. Mas não é com este tipo de acontecimentos que alguma coisa vai melhorar.
Segunda-feira, 16 de Janeiro de 2012
Acesso à saúde
“Mesmo assim, uma duplicação das
taxas é um aumento brutal, não só pelo aumento das taxas, mas porque os
cidadãos estão a ser esmagados por todas as vias, com redução dos salários e
aumento dos impostos”
As palavras são de José Manuel
Silva, bastonário da Ordem dos Médicos, a propósito dos aumentos, próximos do
insuportável, que entraram em vigor no primeiro dia do novo ano. No continente,
o acesso à urgência passa a custar 10 euros nos centros de saúde e 20 euros nos
hospitais, isto sem contar com o pagamento de eventuais exames complementares
de diagnóstico. As consultas de outros profissionais de saúde passam a custar 5
euros. Nos Açores, por enquanto, as coisas mantêm-se como estão.
Ainda em 2010, a Organização
Mundial de Saúde avisava para a dificuldade verificada em Portugal no acesso a
médicos, em particular o acesso a médicos especialistas. Estas carências
notavam-se sobretudo nas regiões do interior.
Numa altura de crise, onde vários
problemas de saúde têm tendência a agravar-se, diminui-se o acesso a cuidados.
A trajectória de melhoria dos serviços de saúde em Portugal, que se notou do
período pós 25 de Abril até aos dias de hoje, sofre, tudo leva a crer, um revés
muito significativo. E tudo porque pura e simplesmente as pessoas não têm como
pagar as “taxas moderadoras”. O resultado será o evitamento dos hospitais e
centros de saúde até onde se conseguir. O acesso a tratamento será certamente
reduzido, por via desta política.
Parece-me a mim que a necessidade
de alguma contenção financeira no sector da saúde não pode ser conseguida à
custa do sacrifício dos direitos mais básicos dos cidadãos. O tribunal de
contas aponta para 25% de desperdício no sistema nacional saúde. Se calhar é
por aí que se deve começar.
Sobre a dificuldade de acesso à
saúde, a respeitada revista Lancet,
no dia 22 de Outubro de 2011, publicou um estudo sobre as consequências da
crise Grega na saúde dos seus cidadãos. Na conclusão do estudo, estava escrito o
seguinte:
“Em geral, o quadro de saúde dos
gregos é preocupante. Recorda-nos que, num esforço para se financiar as
dívidas, o cidadão comum está a pagar um preço muito alto: perda do acesso aos
cuidados de saúde e a serviços de natureza preventiva, enfrentando o aumento de
casos de HIV e outras doenças sexualmente transmissíveis, e nos casos piores, a
perda das suas vidas. É necessária maior atenção à saúde e ao acesso a cuidados
de saúde, de modo a assegurar que a crise grega não destrói a principal fonte
da saúde do país: os seus cidadãos.”
Será este estudo um prenúncio do
que acontecerá em Portugal?
Quinta-feira, 12 de Janeiro de 2012
Miséria Humana
Segunda-feira, 2 de Janeiro de 2012
Saúde na Região
César admitiu hoje aos jornalistas que o sector da saúde é o "calcanhar de Aquiles" das finanças da região:
“Se tudo correr como prevemos, vamos conseguir este ano ter um
financiamento suficiente para o Serviço Regional de Saúde e até alguma
disponibilidade para diminuir a divida”
Quinta-feira, 29 de Dezembro de 2011
Ano de 2011 - Retrospectiva
O "espírito da época", apreendido em cerca de 3 minutos....ora vejam....
Terça-feira, 27 de Dezembro de 2011
Sábado, 24 de Dezembro de 2011
Quinta-feira, 22 de Dezembro de 2011
Ruína
Entregamos a EDP à China, uma ditadura que mistura o pior do comunismo com o pior do capitalismo. Nós, um país minúsculo, fazemos parte da jangada ocidental, Estados Unidos e Europa, que está a ser engolida pelos Chineses.
Que irá ser de nós?
Segunda-feira, 19 de Dezembro de 2011
Desemprego Jovem
Recentemente vieram a público as
estatísticas do desemprego na região. Ficamos a saber que o número de
desempregados nos Açores aumentou 50% no último ano, para os 9032. Em
contraponto, as ofertas de emprego, imagine-se, são apenas 5.
Outro dado preocupante verificado
diz respeito à emergência progressiva do desemprego entre pessoas jovens e
qualificadas. É nessa realidade que me incluo e sobre a qual vos quero falar. A
minha história reflecte o percurso de muitos jovens açorianos.
Entrei para o ensino superior,
completei a licenciatura e o mestrado. Depois dos anos de formação, a viver
fora da região, sabia que tinha algo válido para dar à sociedade açoriana.
Surgiu então o “estagiar L”, que me ocupou durante 11 meses. Findo esse período,
resolveram não prorrogar o contrato de estágio. Fiquei desempregado e sem perspectivas
de inverter a situação, dada a falta de oportunidades e o fraco dinamismo da
ilha onde vivo, a Graciosa. Esta é a minha realidade e a de muitos jovens
açorianos: empurrados para o desemprego, para o trabalho precário e para o
desempenhar de tarefas que não correspondem à sua qualificação académica e
profissional. E assistimos incrédulos àqueles que têm menos qualificações a
conseguirem empregos com maior facilidade do que nós com formação superior.
Depois dos responsáveis políticos
terem andado décadas a pregarem a importância de uma sociedade educada e habilitada,
a verdade é que ela não é capaz de incorporar e usar a seu favor a geração mais
qualificada de sempre na região e no país.
Na minha ilha, a Graciosa, assim
como no conjunto da região, não há falta de trabalho. O que há é falta de visão
e vontade política. Dizem-nos que não há dinheiro, mas esse não parece ser o
problema. Quando se gastam 1200 milhões de euros numa estrada, não nos venham
dizer que não há dinheiro, que nós não aceitamos!
Que futuro terão os Açores, se
afastam os seus jovens qualificados e colocam gente inabilitada, inclusive em cargos
de responsabilidade?
Não podemos continuar assim. Em
vez de nos empenharmos em construir uma sociedade evoluída, moderna e que responda
aos problemas das pessoas, estamos a desperdiçar uma geração de gente competente
e qualificada. O futuro dos Açores não é a ignorância, é a educação, a
democracia e a igualdade de oportunidades.
Os jovens podem estar desiludidos,
mas não estão vencidos. Quem detém o poder nesta região, deve saber disso.
Estamos vivos e, mais cedo que tarde, lutaremos com determinação por uma região
que responda aos nossos problemas.
Domingo, 18 de Dezembro de 2011
Quarta-feira, 14 de Dezembro de 2011
Personalidade do Ano: O Manifestante
A revista Time elegeu "O Manifestante" como personalidade do ano de 2011. Da Primavera Árabe, passando pela Grécia e pelo movimento norte americano Occupy Wall Street, este foi um ano de luta intensa pela democracia, pela liberdade, pela justiça e pelo direito a uma vida digna.
Terça-feira, 13 de Dezembro de 2011
Sinais de fim de ciclo
O Tribunal de Contas emitiu um parecer sobre a conta da Região Autónoma dos Açores, referente ao ano 2010. Alguma da informação contida no relatório é muito preocupante, para não dizer outra coisa.
Duas das mais emblemáticas obras desta legislatura, levadas a cabo pelo governo do partido socialista, tiveram derrapagens orçamentais assustadoras, que nos deixam a nós, gerações mais novas, com uma carga esmagadora para pagar nos próximos 30 anos.
O Tribunal de Contas, entre outras coisas, diz o seguinte:
"As responsabilidades contratuais plurianuais, a vencer depois de 2010 (obrigações contratualizadas) totalizam € 1 797,2 milhões, designadamente os referentes às SCUT de São Miguel (€ 1 270,8 milhões) e ao novo Hospital da Ilha Terceira (€ 378,1 milhões)."
A SCUT de São Miguel ia custar cerca de 325 milhões, afinal vai custar 1270 milhões de euros. O Hospital da Terceira ia custar 139 milhões de euros, afinal são 378 milhões.
Embora todos concordemos que estas obras são estruturantes para os Açores, fica difícil compreender tamanha derrapagem nas contas.
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